Em
1998, depois de ter estudado em uma escola por seis anos, meu filho
Daniel sofreu uma discriminação. Para mim foi terrível,
para ele, já acostumado com o espaço físico e com
os amigos, foi o fim do mundo. Tive que procurar uma nova escola que
o aceitasse. Passamos dias de verdadeiro horror e não encontrarmos
nada. Fiz denuncias na Delegacia, no Ministério Público,
coloquei notas em jornais, etc. Depois de muitas orações
e visitas em vão, fui recebida na Escola Adventista de Vila Nova
Cachoeirinha pela Orientadora Pedagógica que me ouviu e matriculou
Daniel na mesma hora. Hoje ele já está totalmente integrado,
foi viajar para Caldas Novas, vai sempre aos passeios a outras cidades,
parques e até participa de competições com outros
alunos. É tratado como ser humano e não como um boleto
bancário, como aconteceu anteriormente. Agora agradeço
a mediocridade da diretora que o discriminou, pois se não fosse
assim, ainda estaríamos naquela “escolinha sem futuro”,
acreditando que ali era o melhor lugar do mundo. O medo das mudanças
às vezes é muito prejudicial, pois nos impede de ver que
há coisas melhores para serem exploradas. Sempre devemos tirar
proveito do que nos acontece, por pior que seja. Sempre existe um lado
bom.
Josefina
Vieira de Moraes